Autismo e inclusão na Educação infantil

Resumo

Descrito no início por pesquisadores, como Kanner como organização em torno do distúrbio central que é inaptidão das crianças em estabelecer relações normais com as pessoas e em reagir normalmente às situações desde o início da vida, assim era visto o autista. Caracterizado por Kanner tornou-se um dos desvios comportamentais mais estudado, debatido, podendo-se identificar a diferença do comportamento esquizofrênico e do autismo, sendo que mesmo na atualidade sua descrição clínica é utilizada da mesma forma, intitulada de Distúrbios do Contato Afetivo – Síndrome Única. Com causas ainda desconhecidas, pesquisadores dividem-se em duas grandes correntes de teorias que se opõem: a psicogenética e a biológica, aquela como defensora de que a criança autista era normal no momento do nascimento e que fatores familiares adversos, no decorrer de seu desenvolvimento, desencadearam um quadro autista, e esta afirma que as causas do autismo podem ter haver com alterações neuroanatômicas, devido a altas taxas de testosterona a que os autistas foram expostos no período pré-natal, sendo este o motivo de os autistas apresentarem um funcionamento cerebral essencialmente sistematizante.

Autismo

O autismo é uma inabilidade desenvolvente complexa que tipicamente aparece durante os dois primeiros anos de vida e é o resultado de uma desordem neurológica que afeta o funcionamento do cérebro, afetando o desenvolvimento nas áreas de interação social e habilidades de comunicação. Ambas as crianças e adultos no espectro do autismo geralmente apresentam dificuldades na comunicação verbal e não verbal, interação social e lazer e atividades lúdicas.

E, embora a incidência do autismo é coerente em todo o mundo, é quatro vezes mais prevalente em meninos do que meninas.

Embora não existem exames médicos para diagnosticar o autismo. Um diagnóstico preciso deve ser baseada na observação de comunicação do indivíduo, do comportamento e níveis de desenvolvimento.

Uma breve observação em uma única configuração, não pode apresentar uma imagem fiel das habilidades de um indivíduo e comportamentos. Pais (e outros “e / ou professores) de entrada e história de desenvolvimento são importantes componentes de fazer um diagnóstico preciso.

Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.

Convivendo com autismo

Conviver com uma criança altista é um desafio dento e fora de casa, dificuldade em ingressar nas escolas por muitos fatores, vejamos um relato de uma mãe de uma criança autista

Sou Valkmara, moro em Juerana tenho um filho de seis anos autista, aos 3 anos ele foi diagnosticado com autismo. Nesse período ele já estava no seu Segundo ano na creche pública, onde teve todo apoio dos profissionais. No ano de 2016, ele iniciou em outra escola pública, na pré-escola, não tive total apoio da gestão, pois disse que “ele não tem nada, sabendo eu das suas limitações. Mas graças a Deus, com apoio da professora, que mesmo com dificuldades e pouca preparação para lidar com autista, ela foi se adaptando. Não vou dizer que a escola está com total inclusão, mas estou sempre me informando e Buscando pelos seus direitos. Sabendo que ele tinha direito de uma cuidadora, corri atrás e conseguir, mais infelizmente veio uma pessoa sem experiência nenhuma, ou seja, ficou na mesma. Mais estarei sempre na luta ao lado do meu filho.

Os desafios dos autistas

A busca da mãe por uma escola ao seu filho, não é uma tarefa das mais fáceis. Tudo esbarra na questão da aceitação do garoto autista que, estuda em uma escola pública. Quase sempre ouvi da instituição que eles não estão prontos para incluí-lo.

A estratégia de inclusão não contar com professores que quase sempre não são capacitado e informado sobre o autismo do estudante recém chegado. “De início, rejeita a ideia, porque contar sobre o autismo pra pai/mãe não é tarefa tranquila.

Outra particularidade comum entre os indivíduos autistas reporta-se ao fato de serem stress e preocupado quando sujeitos a mudanças mínima que alteram a rotinas familiares. Dessa forma, estas crianças insistem na manutenção das rotinas, experienciando acessos de raia quando são conduzidas numa direção que desvie daquela que estão familiarizada (Aarons & Gittens, 1992: Frith, 1996)

Considerações finais

Os desafios do autista em toda vida é alarmante, na sociedade, na escola e ate mesmo em casa, desafios existe para serem enfrentado, a mãe do autista se deparara com muitas barreira mas nenhuma impossível de ser derrubada.

 

Referencias

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maria de lourdes da silva



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