A inclusão da Educação Especial e sua história

Introdução

Essa pesquisa tem o intuito de mostrar como foi a evolução da inclusão do deficiente na educação e sociedade. Ao longo do tempo, o homem aprendeu que todos devem ter oportunidades iguais, podendo assim ter uma vida digna como qualquer outra pessoa.

Demorou muito para que o mundo, e principalmente o Brasil vissem que a educação é um direito igual de todos. E que com ela o deficiente poderia ser integrado à sociedade, obtendo uma melhora significativa em seu desenvolvimento.

O trabalho apresenta também os períodos vivenciados na evolução da inclusão do deficiente na educação, e suas conquistas alcançadas até o momento atual. E no Brasil, esse processo foi diferente dos demais países europeus e americano.

No Brasil as leis beneficiaram bastante ao acesso a educação de pessoas deficientes, contudo o que é visto na prática é diferente, pois muitas escolas ainda não estão preparadas para receber essa clientela.

Enfim, é visto que a educação ainda peca em algumas questões na inclusão do deficiente ao ensino, mas o homem já mudou bastante em suas concepções na integração deles a sociedade.

Desenvolvimento

Na história da educação especial e da inclusão social do deficiente, podem-se ver grandes mudanças ocorridas durante toda vivência do homem. O mundo passou por diversas fases na forma de tratamento ao deficiente, de abandonados ou mortos, a sua inclusão social no mundo atual.

Em épocas remotas, principalmente nas sociedades greco-romanas, toda criança que possuía deficiência física, cognitiva ou sensorial eram rejeitas. Muitas eram abandonadas, e outras até mortas, pois na visão deles elas não possuíam uma beleza, o que era muito valorizado por aqueles povos.

Pesquisas feitas mostram que muitas tribos indígenas, através de sua cultura, matam a criança deficiente ou frágil de saúde assim que ela nasce, pois acreditam que estejam praticando um ato de amor. Isso acontecia nos primórdios, e é visto até hoje na cultura de algumas tribos indígenas brasileiras.

Foram vários estudiosos que colaboraram na integração dos deficientes ao meio social e a educação, e seu desenvolvimento. Um dos pioneiros, sempre lembrado como “o pai da Educação Especial”, foi o médico Jean Marc Gaspard Itard. Ele ficou conhecido por ter elaborado o primeiro programa sistemático de Educação Especial, e por ter tido a experiência na recuperação e na tentativa de educabilidade do menino Vitor de Aveyron, “o menino selvagem”.

Vitor vivia na selva em meio aos animais, e não falava e nem tinha um comportamento de um ser humano, pois, por ser abandonado na mata teve contato somente com os animais, seguindo assim seus hábitos de vida.

Essa experiência foi um marco na história da Educação Especial, pois depois disso foram desenvolvidos vários programas para a inclusão e desenvolvimento dos deficientes no mundo.

Foram criadas várias instituições e hospitais para atendimento dos deficientes ao redor do mundo, e no Brasil demorou um pouco, vindo a ser implantado a partir do século XIX no então governo imperial.

Passado essa fase, os especialistas viram que não bastava uma instituição para o tratamento e educabilidade do deficiente, eles notaram que o desenvolvimento e inclusão deveriam acontecer junto, nas escolas normais, e em meio à sociedade. Foi então que países europeus e americanos começaram a integração dos deficientes nas escolas públicas.

No Brasil, esse processo também foi mais tarde, vindo a acontecer somente depois do ano de 1988, onde fora criado o artigo 208 da Constituição Brasileira que fala da integração do deficiente a escola regular de ensino.

É visto que a inclusão do deficiente ao meio social e na educação vem se transformando ao longo do tempo, e que melhoras são estudadas e aplicadas, porém muito se tem a fazer para o desenvolvimento da Educação Especial.

Conclusão

Portanto, ao fim da pesquisa, é concluído que o espaço utilizado por uma criança “normal”, tanto na sociedade como na educação, também é por direito das crianças especiais.

A escola e os Docentes devem ter em mente que o mesmo trabalho feito na sala de aula, deve ser consequentemente aplicado ao aluno deficiente. Para que não só o aluno deficiente se sinta integrado, mas que todos os colegas e comunidade escolar o tratem como uma pessoa “normal”.

Na história é mostrado como o deficiente era tratado através de crenças, costumes e até preconceitos. Hoje o que se vê no Brasil é um desenvolvimento profissional dos educadores, que estão se preparando melhor, porém a educação brasileira é falha em várias questões na Educação Especial.

Uma delas é a falta de profissionais na área, e um tratamento digno aos deficientes de nosso país. Enfim, por ser uma realidade vivida hoje a Educação Especial deve ser um trabalho árduo não só dos governantes, mas da educação e de toda sociedade.

Autor

Sebastião Adriano Freire
Graduando em Letras (Português)

Perdões MG – 2016

secretaria@institutoitard.com.br



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