INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIENCIA NO ENSINO REGULAR

1  INTRODUÇÃO

É consensual no debate sobre a criança a crescente necessidade da efetivação de politicas de assistência social para o publico em apreço. Neste sentido, o presente trabalho pretende evidenciar a importância da inclusão das pessoas portadoras de necessidades especiais na rede regular de ensino.

Mediante o exposto. O problema proposto neste estudo nasceu a partir do seguinte questionamento: Quais os desafios da escola e do professor mediante a inclusão de pessoas portadoras de deficiência intelectual na rede regular de ensino?

Partindo da seguinte questão indagativa, acredita-se que a inclusão escolar pode proporcionar a essas crianças oportunidades de convivência com outras da mesma faixa etária, constituindo-se num espaço de aprendizagem e de desenvolvimento da competência social. Este panorama aponta para a necessidade de investigações que demonstrem as potencialidades interativas de crianças com autismo e a possibilidade de sua inclusão no ensino comum, desde a educação infantil.

Com um olhar instrumentalizado e sensível, a partir do aluno, o professor estabelece seu trabalho. Na educação especial, não há metodologias ou técnicas salvadoras. Mas a possibilidade de uma formação do educando, considerando a função social e construtivista da escola. 

 

2  O DESAFIO DA ESCOLA  E DO PROFESSOR NA INCLUSÃO DE ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

 

A sociedade tem avançado em diversos aspectos, e mais do que nunca é imprescindível que a escola acompanhe essas evoluções, que ela esteja conectada a estas transformações, falando a mesma língua, favorecendo o acesso aos Portadores de necessidades especiais, em especial aos portadores do Transtorno do Espectro Autista que é o assunto crucial a ser tratado neste trabalho.

A inclusão social das pessoas portadoras de deficiência intelectual se constitui uma questão relacionada que se impõe ao conjunto da sociedade. Esta inclusão social se promoverá pela criação de condições que beneficie ao culminante a autonomia destas pessoas na comunidade.

Numa sociedade marcada por enorme desigualdade socioeconômica e cultural como a nossa, a escola desempenha um papel fundamental na promoção dessas condições. Sua importância consiste tanto no que se refere à formação dessas pessoas, através da apropriação do saber, como na criação de um espaço real de ação e interação que favoreça o fortalecimento e o enriquecimento da identidade sócio cultural.

De acordo com Weschenfelder (1996, p. 16), “A identidade sócio – cultural é construída ao longo de um processo de interação da criança com os diferentes grupos de que participa a família, vizinhança, escola – aonde vai tecendo uma rede marcada pela multiplicidade de significados simbólicos” Portanto, para que ocorra de fato a inclusão social do autista é necessária uma parceria efetiva entre família – comunidade – escola.

Na escola as diferenças vivenciadas por cada criança vem a tona e podem ser confirmada e valorizadas ou ao contrario rejeitadas ou silenciadas.

Weschenfelder segui sua análise afirmando que a visão do mundo infantil se constrói com base no dialogo entre a criança e os grupos sociais com os quais interage, estando a família a sua referencia de base.

Segundo Weschenfelder “a escola exclui e desvaloriza a cultura viva ao qual participa a criança em seu processo de socialização, transformando o que seria um dialogo entre diferentes culturas, num monologo onde a voz da criança não é ouvida” (p, 16).

É importante e necessário que a escola veja os autistas com capacidades, mesmo que limitadas e passe a valorizar experiências já adquiridas pelos educandos antes de vir pra escola, é necessário que a escola aprimore esse conhecimento e passe a dar voz e vez a esses alunos necessitados de cuidados e espaço para que possam desenvolver sua própria autonomia. O reconhecimento dos ritmos e diferenças entre os alunos para que todos tenham suas especificidades atendidas também é de extrema importância já que os autistas nunca agem/reagem da mesma forma.

Há aspectos básicos na aprendizagem humana que são inerentes também a alunos com autismo: a afetividade do aluno, os seus interesses e a funcionalidade do trabalho pedagógico. O que se ensina precisa fazer sentido. É necessário mergulhar nos afetos do autista: descobrir seus interesses, desejos, sonhos possibilidades, dificuldades.

Deste modo estará contribuindo por meio da criação de um espaço real de ação e interação, com a inclusão social da criança.

O deficiente intelectual enquanto sujeito cognoscente almeja uma educação que favoreça ao máximo o desenvolvimento de suas estruturas lógicas por meio de uma ação pedagógica que lhe possibilite construir e aplicar seus conhecimentos na resolução de problemas em situações especifica.

É importante destacar que a possibilidade do deficiente intelectual interagir com o objeto de conhecimento e tirar o proveito dessa interação tem sido demonstrada em diversas pesquisas (BONETI, 1995, 1996; JATOBÁ,1995; KATIMS, 1995; MANTOAN, 1987, 1991; SAINT-LAURENT, GIASSON et COUTURE, 1994)

Entra em cena, portanto, a figura do professor na inclusão do deficiente intelectual, em especial na rede regular de ensino.

No entender de Batista (2006, p.13), “aprender é uma ação humana criativa, individual heterogênea e regulada pelo sujeito da aprendizagem, independente de sua condição intelectual ser mais ou menos privilegiada”, enquanto que “ensinar é um ato coletivo, no qual o professor disponibiliza a todos os alunos sem exceção um mesmo conhecimento”. Portanto, na inclusão dos portadores de necessidades especiais, em especial aos portadores do Transtorno Espectro Autista requer algumas mudanças interessantes, como a diferenciação entre ensino e aprendizagem, pois “as praticas escolares que permite ao aluno aprender e ter reconhecidos e valorizados os conhecimentos que é capaz de produzir, segundo suas possibilidades, são próprias de um ensino escolar que se distingue pelas diversidades de atividades”. É necessário que o professor tenha a preocupação de elaborar atividades que faça com que todos os alunos da sala interajam e se integre de modo a desenvolver uma aprendizagem satisfatória e condizentes com suas possibilidades, objetivando o desenvolvimento de habilidades e capacidades ate então descobertas.

Batista ( 2006, p.14) esclarece que:

   

O professor, na perspectiva da educação inclusiva, não é aquele que ministra um “ensino diversificado” para alguns, mas aquele que prepara atividades diversas para seus alunos (com e sem deficiência mental) ao trabalhar um mesmo conteúdo curricular. As atividades não são graduadas, para atender a níveis diferentes de compreensão e estão disponíveis na sala de aula para que seus alunos as escolham livremente, de acordo com o interesse que tem por elas.

 

Desse modo, o professor não deve fazer distinção entre alunos especiais e os não especiais, mas sim buscar elaborar diversas atividades com a finalidade de desenvolver o aprendizado geral da classe, ficando a critério do próprio aluno a procura por aquela que mais lhe atrai e a que mais contribui para o desenvolvimento das suas capacidades cognitivas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

A escola deve ser um espaço onde os portadores de necessidades educativas especial possam vê-la como um ambiente prazeroso e que tenha significado na sua vida pratica, além disso, com metodologia que favoreça aos alunos terem consciência de seu crescimento e habilidades, permitindo que eles percebam e verifiquem suas capacidades descobrindo sua alto-imagem para atuar de forma participativa na sociedade.

Para isso cabe ao professor desenvolver um modelo metodológico que crie ambiente contextualizado e significativo para portadores do transtorno do espectro do autismo, despertando as potencialidades e habilidades dos mesmos.

É preciso muito ser feito para que a educação inclusiva escolar e social se evidencie em consonância com a legislação brasileira, mas para que essa realidade se efetive é preciso enfrentar desafios na busca de uma sociedade que conviva harmonicamente com a diversidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

TELFORD, W. C., SAWER, M J. O Individuo Excepcional. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ALYSSON



2 thoughts on “INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIENCIA NO ENSINO REGULAR

  1. Rúbia says:

    O artigo é muito interessante. Mas ,devemos tomar cuidado com as nomenclaturas. Não se diz e nem escreve ´´portadores de deficiência´´ , devemos usar o termo criança/pessoa com deficiência.

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