Inclusão. Um direito de todos.

1  INTRODUÇÃO

Esse artigo faz uma análise de Educação Especial e Inclusiva tendo em foco as crianças autistas no ensino regular.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBEN) de 1996 foi a primeira lei no campo educacional a dedicar um capítulo exclusivo à educação especial, reafirmando a necessidade e a importância da matrícula das crianças especiais na escola comum. A inclusão dos alunos com necessidades especiais é um direito fundamental baseado em princípios igualitários. O ensino regular precisa estar preparado para receber crianças com necessidades especiais e oferece-lhes um ensino de qualidade.        

A legislação brasileira determina que todos os brasileiros possuam condições iguais de acesso e permanência na escola.

O meu foco será em uma área específica da educação especial, como a inclusão de alunos com espectro autista no ensino regular.

 

2  DESENVOLVIMENTO

É preciso eliminar a ideia de que o autista somente precisa “socializar”. Está na hora do educador encarar o autista como uma criança que precisa aprender.

Os autistas não são necessariamente deficientes mentais, eles tem um estilo cognitivo diferente, uma diferenciação nas conexões neuronais, eles pensam, processam diferente de nós e por isso, não sabemos como lidar com eles, tem uma enorme incapacidade de aprendizagem social, comunicativa e comportamentos, por isso precisam ser ensinados totalmente diferente, são pensadores visuais.

O ingresso de uma criança autista em escola regular é um direito garantido por lei, como aponta o capítulo V da Lei de Diretrizes e Base de Educação Nacional (LDB), que trata sobre a Educação Especial.

As instituições não podem negar a matrícula desses alunos e muito menos exigir laudo médico, a inclusão começa com a chegada desses alunos e o desafio dos educadores e mediadores desses alunos é garantir sua permanência e aprendizagem.

É preciso estar capacitado para atender essas crianças e sempre buscando ter conhecimento, pois não é a criança que se adapta a escola, mas sim a escola que deve se transformar para atendê-las.

Convém destacar que o profissional de apoio (mediador), ou acompanhante especializado, torna se imprescindível nesse processo de inclusão, principalmente nos casos de crianças e adolescentes com maiores dificuldades de socialização, linguagem e comportamentos repetitivos, as crianças com autismo necessitam de orientação e apoio constantes para que possam participar de forma produtiva das brincadeiras e atividades em grupo.

Algumas estratégias para lidar com o autista no ensino regular:

  • Construir uma rotina
  • Aproveitar tudo em que ele já estiver associado de aprendizagem
  • Ser objetivo
  • Ser motivador
  • Comunicação clara do professor
  • Incentivar a comunicação do aluno.

“As crianças com autismo ou síndrome de Asperger até tendem a se relacionar, mas, depois de constantes fracassos, tendem associar a vida em grupo com algo pouco prazeroso. Intermediando esse contato por meio de brincadeiras, jogos e atividades, o professor consegue incluir, verdadeiramente, essa criança no ambiente escolar”. (SILVA, 2012, p. 116)

É importante fazer sentido pro autista, você precisa testar o que ele dá conta.

A inclusão tem u papel fundamental, a escola precisa quebrar o preconceito sobre o autismo e combater esse bullying, o professor precisa ajudar a criança com autismo a se relacionar de sua maneira com as demais crianças de sua sala, o apoio do professor e fundamental para que o aluno participe de forma produtiva, as brincadeiras e músicas são as ferramentas excelentes para aprendizagem das crianças com autismo.

É importante lembrar-se das salas Recursos Multifuncionais como o direito do aluno com deficiência  ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) previsto nos artigos 3º e 5º da Resolução CNE/CEB nº 004/2009, o AEE tem como objetivo o desenvolvimento das habilidades do aluno e deve ser oferecida no turno inverso da escolarização.

 

3  CONCLUSÃO

De acordo com o exposto, embora o processo de inclusão de crianças com espectro autista no ensino regular não seja uma tarefa fácil é importante que os professores estejam preparados para recebê-los, fazer que a escola se torne um espaço de educação para todos.

Este é um desafio para os profissionais da educação, buscar um mundo, uma sociedade, mais justa, com direitos igualitários.

Letícia de Souza Lourenço



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