Sobre

Começou entre a gráfica do pai e o mimeógrafo da mãe.

Há mais de 20 anos, a única coisa que Leandro Rodrigues faz é adaptar atividades e ensinar outras pessoas a fazer o mesmo. Filho de pai gráfico e mãe alfabetizadora, cresceu criando material didático — e transformou isso num método que hoje forma educadoras em 6 países.

Leandro é o fundador e diretor do Instituto Itard e criador do Modelo AEIOU para adaptação de atividades. Mais de 10 mil profissionais já se formaram com ele desde 2016.

A história

Filho de pai gráfico — uma editora que publicava livro didático — e de mãe professora alfabetizadora, Leandro cresceu entre a gráfica e a escolinha: fazia projeto gráfico de livro de matemática e via a mãe preparar atividade no mimeógrafo. Antes dos 18 anos, já tinha anos de experiência em material didático.

Fotografia antiga: a mãe de Leandro à mesa da escolinha, cercada de crianças fazendo atividades.
Do arquivo da família: a escolinha da mãe, onde toda atividade era feita à mão.
Fotografia antiga da turma da escolinha, com a professora e as crianças em frente ao mural de boas-vindas.
A turma da escolinha — o primeiro “laboratório” de material didático.

Foi cursar Ciência da Computação. Para pagar a faculdade, prestou um concurso e foi parar na creche Amor Perfeito, num bairro carente de Teresópolis. Ali, com crianças que precisavam de comida, afeto e atenção ao desenvolvimento, todo mundo — direção, coordenação, professoras — pedia que ele criasse e adaptasse atividades. E nasceu a pergunta que nunca mais o largou: será que eu sei mesmo ajudar quem mais precisa?

Com o Instituto Itard já de pé, ele fez o que parecia óbvio: foi se especializar numa pós-graduação. Foram 420 horas, mais de um ano de estudo. Muita história da inclusão, legislação, teoria. E, sobre pegar uma atividade e adaptá-la para um aluno real, nada.

420 horas de pós-graduação em inclusão. E eu não saí de lá sabendo adaptar uma única atividade.

A pós deu o título — não a resposta prática. Essa veio depois, nas práticas baseadas em evidência. E em 2019, num treinamento com a fonoaudióloga Linnea McAfoose, veio também a autorização: “o mundo precisa disso; você não precisa de mais um treinamento — esse vai ser o seu treinamento.” Em outubro daquele ano, Leandro criou o primeiro curso de adaptação de atividades. Mais de 150 pessoas na primeira turma.

Leandro segurando materiais de comunicação alternativa ao lado da fonoaudióloga Linnea McAfoose, em sala de treinamento.
2019: o treinamento com a fonoaudióloga Linnea McAfoose — “esse vai ser o seu treinamento”.

Em 2023 chegou o Arthur, 11 anos, autista. Adaptando as atividades dele, o tempo de tarefa em casa caiu de 2 a 3 horas para 20 a 30 minutos por dia. Mas, em poucas semanas, ficou claro que adaptar uma atividade de cada vez tem teto — e que o próximo passo era produzir material já acessível desde a concepção. Era a semente do PMDA.

É por isso que aqui ninguém fala de cima. Leandro estende a mão de dentro do mesmo buraco que você conhece: a professora é a heroína desta história — ele é o guia que já a atravessou.

Para todo ensino existe uma atividade. Essa atividade pode ser acessível — ou não.

Auditório lotado de professores com os braços erguidos, com Leandro e Ana à frente, em formação presencial no Tocantins.
Formação presencial com professores no Tocantins — a história que começou no mimeógrafo hoje enche auditórios.

No que acreditamos

Seis convicções que organizam tudo

  • Todos podem aprender.

    Independente de diagnóstico, idade, cultura ou condição financeira. O cérebro nunca para de aprender.

  • Adaptar é o único caminho.

    Toda atividade deve ser acessível, sem barreiras, para o aluno fazer e acertar sozinho. Cada vez que faz sozinho, aprende e acredita mais em si.

  • Ninguém aprende pulando etapas.

    Respeitar a sequência do aprendizado é respeitar o aluno.

  • A culpa não é do aluno.

    Diagnóstico não é desculpa. Se ele não aprende, o problema está no ensino e nas atividades — não nele.

  • Faça o que você pode com o que você tem.

    Ações resolvem, reclamação não. Uma atividade de cada vez.

  • Acredite no seu aluno até ele acreditar em si mesmo.

    A confiança do professor é o primeiro recurso de acessibilidade.

Autoridade

Quem conduz o Instituto

Leandro Rodrigues, fundador e diretor.

Leandro Rodrigues de microfone na mão, apresentando um slide sobre melhorar o ambiente de aprendizagem em formação presencial.
Em formação presencial: ensino explícito, reforço positivo, segurança emocional.
  • Especialista em Educação, Diversidade e Inclusão Social (UCDB).
  • Bacharel em Ciência da Computação (UNIFESO) — daí a veia de ferramentas digitais.
  • Fundador e diretor do Instituto Itard, com mais de 10.000 profissionais formados desde 2016.
  • Criador do Modelo AEIOU para adaptação de atividades com base em usabilidade pedagógica.
  • Autor do e-book “Como Adaptar Atividades para Alunos com Deficiência”.
  • Instrutor certificado pela Tobii Dynavox em Comunicação Alternativa (Core First).
  • Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial (ABPEE).
  • Formação complementar em ABA, comunicação alternativa e tecnologias assistivas.

Na mídia

O trabalho, reconhecido fora de casa

Leandro Rodrigues em entrevista no estúdio do Canal Futura, no programa sobre ferramentas para a educação inclusiva.
Canal Futura — entrevista sobre ferramentas para a educação inclusiva e alfabetização de alunos com paralisia cerebral.
Capa da revista Presença Pedagógica com um coração de peças de montar, edição sobre diferenças e inclusão.
Revista Presença Pedagógica — o trabalho do Instituto em pauta na imprensa educacional.

O coração da marca

Um coração amarelo — e imperfeito de propósito

Ele não é por acaso. O coração é o amor pela educação — o que move tudo o que fazemos. O amarelo é a alegria de aprender e de ensinar. E a forma imperfeita, propositalmente torta, é a variabilidade natural do ser humano: ninguém aprende do mesmo jeito, e é justamente isso que torna cada aluno único.