Alphaville • 28/02 e 01/03

Formação Presencial em DUA na Educação Inclusiva

DUA, PEI e Atividades Adaptadas — padrão ouro com critério e direção (2 dias).

Presencial prático Alphaville – SP

“Aluno especial”, “aluno de inclusão” ou só aluno?

Você já ouviu o termo “aluno especial”…

Pois é! Herança da “educação especial”, que é o ensino exclusivo para pessoas com deficiência.

Daí surgiram termos como ‘criança especial’ ou ‘necessidade especial’.

Hoje em dia esses termos são capacitistas, discriminatórios.

Se não podemos mais falar “aluno especial”, então não faz mais sentido falar “escola especial” ou “educação especial”, não é mesmo?

Já a escola inclusiva é o termo atual. É a antiga escola ‘regular’ que trabalha com alunos com deficiência junto com os demais alunos.

Só que hoje TODAS as escolas são obrigadas por lei a trabalharem com todos os alunos.

Mas pensa comigo…

Não existe prédio inclusivo e prédio especial.

É absurdo pensar na ideia de um prédio onde uma pessoa com deficiência não pode entrar. Só existe prédio acessível e prédio não acessível para pessoas com deficiência.

É o clássico exemplo do prédio que tem a escada, mas também tem a rampa e também tem o elevador.

Da mesma forma, hoje é um absurdo pensar numa escola onde um aluno com deficiência não pode entrar.

Então já nem faz mais sentido falar educação inclusiva ou escola inclusiva, já que todas as escolas são inclusivas.

Quando falamos ‘escola’, já sabemos que é inclusiva.

Por isso prefiro o termo educação acessível ou acessibilidade pedagógica!

Afinal, ou a educação é acessível ou não é acessível.

É assim que medimos a qualidade da inclusão.

E como saber se uma educação é realmente acessível?

Acessibilidade é medida através da autonomia.

Uma atividade acessível é aquela que o aluno consegue fazer com autonomia.

Uma aula acessível é aquela em que o aluno tem autonomia para participar.

Um currículo acessível é aquele em que o aluno consegue avançar com resultados.

Assim, temos um aluno que precisa de mais acessibilidade e outro que precisa de menos.

Mas no final das contas, todos vão querer subir pelo elevador (até os que não precisam dele).

Por isso digo que adaptar é o único caminho, afinal, materiais didáticos acessíveis são bons para todos e necessários para alguns.

Essa é a minha visão.

Só escola, só aluno.

Qual a sua visão? Comenta aqui.

3 thoughts on ““Aluno especial”, “aluno de inclusão” ou só aluno?

  1. MEIRIVALDA SANTANA DA SILVA says:

    na minha opniao,so aluno, mas se este tem alguma deficiencia, esta pode ser citada para fim de conhecimento eidentificaçao dos demais, apenas.

  2. Fernanda says:

    Concordo com a publicação. Só aluno, só escola, mas gosto do termo equidade, de forma ampla dentro do espaço escolar. Em relação as adaptações super concordo, mas infelizmente o governo não pensa assim. Quando chega a época de avaliações externas como, prova Brasil, Saresp, etc… Coloca como obrigatório a participação de todos os alunos presentes na escola. Pelo menos é assim que a informação é passada. Então, nesses dias toda adaptação, toda a conquista do estudante, não é vista como essencial e importante. Muito triste ver uma criança Autista, entrando em crise porque se recusa a ir para um outro ambiente para a execução de tais avaliações, pois na sala de aula, como muitas vezes essas necessitam de apoio na leitura, vão atrapalhar os demais. A inclusão existe, mas tem muito que evoluir e de fato se tornar verdadeira. Chega de números satisfatórios irreais, um pais onde o analfabetismo funcional é crescente ano a ano, que quando investe em formação para seus profissionais, são formações escolhidas por pessoas que não vivenciam o chão de fábrica, nada funcional. O sistema precisa ser repensado e modificado para que realmente a educação de qualidade aconteça e possa atingir a todos.

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