Como adaptar atividades com ChatGPT com segurança

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Adaptar atividades com ChatGPT: a virada de chave para quem não aceita mais desculpas

ChatGPT pode ajudar professores a gerar variações de enunciado, simplificar linguagem, criar apoios visuais textuais e propor níveis de ajuda, mas não deve receber dados pessoais de alunos nem substituir julgamento pedagógico. A adaptação final precisa preservar objetivo, acessibilidade, privacidade e revisão humana.

Como tema datado, este post foi reposicionado para 2026 com cuidado: IA é ferramenta de rascunho, não diagnóstico e não decisão automática. O professor continua responsável por validar adequação, fonte e segurança.

Vamos falar a verdade: a desculpa de “não dá pra adaptar” já não convence mais ninguém.

Quem está todo dia na escola ou em casa, lutando para garantir o básico para um aluno com deficiência, transtorno ou síndrome, sabe bem a dor de ouvir que “faltam recursos”, que “é impossível”, que “o sistema não ajuda”.

Só que a tecnologia chegou — e está do nosso lado.

E não falo só como educador. Eu, Leandro Rodrigues, venho da ciência da computação e dedico minha vida a mostrar que é possível unir o melhor do mundo digital com a força da inclusão escolar de verdade. Não aceito menos do que isso. E você também não deveria aceitar.

Adaptar atividades com ChatGPT é a ferramenta que faltava para quem está cansado de ser empurrado para o fim da fila, para quem já perdeu noites em claro tentando criar uma atividade acessível do zero, ou para quem precisa multiplicar por dez a energia só para incluir um aluno no grupo. Eu sei como é — acompanho professores e famílias que vivem isso diariamente.

Com inteligência artificial, adaptar atividades com ChatGPT não é só rápido: é libertador. É poder criar glossários, tutoriais, simplificar enunciados, gamificar tarefas ou quebrar uma questão em etapas — tudo em poucos segundos.

Não importa se você está no AEE, na sala comum ou em casa, dando conta da luta sozinho. Agora tem jeito.

Veja os 5 comandos práticos para transformar qualquer atividade — do jeito que a inclusão pede, do jeito que o Instituto Itard acredita:

1. Crie questões de suporte

Para o aluno que se perde e desanima logo no início.

Copie o enunciado original e peça:

Crie 3 novas questões de suporte com múltipla escolha para ajudar o aluno a chegar na resposta desse enunciado, mantendo o conteúdo, mas dividindo o raciocínio em 3 etapas, com vocabulário simples e textos objetivos.

Essa estratégia se baseia no princípio da “análise de tarefas” e na ideia de scaffolding (escaffoldização), defendida por Vygotsky. Dividir a atividade em etapas menores, com apoio guiado, permite que o aluno avance de acordo com seu nível de compreensão, favorecendo o desenvolvimento da autonomia cognitiva e a construção progressiva do conhecimento.

2. Adapte o formato da questão

Para quem trava só de ver um texto longo.

Copie o enunciado original e peça:

Transforme essa questão em múltipla escolha de até 20 palavras com 3 alternativas, com até 5 palavras por alternativa.

Você entrega o conteúdo — sem sobrecarga. Ao simplificar o enunciado e reduzir alternativas, aplicamos os conceitos de sobrecarga cognitiva (Sweller, 1994) e acessibilidade textual. Questões objetivas, com textos curtos e claras opções de resposta, minimizam distrações e facilitam o processamento da informação por alunos com dificuldades de atenção, compreensão ou leitura.

3. Material de apoio: crie um vocabulário

Para quem tropeça em cada palavra difícil.

Copie o enunciado original e peça:

Identifique as principais palavras, expressões e termos que podem gerar maior dificuldade de interpretação e crie um vocabulário que as explique de forma literal, curta, direta e simplificada.

Leve o glossário para sala ou para casa. É inclusão real.

Elaborar glossários personalizados atende à necessidade de mediação semântica. Palavras e expressões complexas são barreiras para muitos alunos, principalmente aqueles com deficiência intelectual ou transtornos de linguagem. O glossário promove compreensão textual e autonomia leitora, tornando a atividade mais inclusiva.

4. Use interesse + recompensa

Para aquele aluno desmotivado, que parece não se importar.

Copie o enunciado original e peça:

Contextualize essa questão dentro da área de interesse [ÁREA AQUI] de forma gamificada e com foco na recompensa imediata mediante apresentação ao professor.

Exemplo? “Se acertar, libera pista”; “desbloqueia personagem”. É a linguagem da geração deles.

O uso da gamificação e da motivação extrínseca (Skinner, Deci & Ryan) aumenta o engajamento. Trazer áreas de interesse do aluno e recompensas imediatas ativa o sistema de recompensa cerebral, favorecendo a atenção e a persistência diante de tarefas desafiadoras — essencial para alunos com TEA, TDAH e dificuldades de engajamento.

5. Material de apoio: crie um tutorial

Para quem quer, mas não consegue começar.

Copie o enunciado original e peça:

Aplique análise de tarefas na questão para gerar um material de apoio tipo tutorial com dicas, simples, curto e com passo a passo claro para realizar a questão com sucesso.

Serve para TEA, DI, síndromes ou qualquer aluno que precise de orientação clara.

A análise de tarefas e a criação de roteiros passo a passo vêm da psicologia comportamental e da pedagogia instrucional. Essa estratégia oferece instrução explícita, reduz ansiedade e dá previsibilidade ao aluno, apoiando especialmente aqueles com TEA, DI ou síndromes que demandam estrutura clara para se organizar.

Outras aplicações da IA para escolas e professores

E não pare por aqui. Se adaptar atividades com ChatGPT já faz diferença, imagine o que você pode conquistar usando a inteligência artificial para outras tarefas do seu dia a dia.

Corrigir provas em minutos, escrever relatórios individualizados, sugerir avaliações diferenciadas, criar planos de aula em tempo recorde ou até mesmo personalizar devolutivas para famílias — tudo isso está ao seu alcance agora.

Não é sobre substituir o professor; é sobre potencializar o que só o professor sabe fazer.

A verdade é simples: a IA não vai ocupar o seu lugar, mas o professor que usa IA vai, inevitavelmente, superar quem insiste em ignorar o futuro.

Que tal começar hoje e experimentar o novo papel do educador que lidera com tecnologia, estratégia e humanidade?

Como nós (Instituto Itard) usamos a IA hoje

Aqui no Instituto Itard, a IA já faz parte da nossa rotina: está presente no Portal de Atividades, no Portal do PEI e no Portal do Currículo, ajudando educadores de todo o Brasil a economizar tempo, ganhar repertório e criar inclusão de verdade. Membros da nossa assessoria de alta performance para profissionais tem à disposição essas e outras ferramentas.

Não é sobre substituir o professor; é sobre potencializar o que só o professor sabe fazer. A verdade é simples: a IA não vai ocupar o seu lugar, mas o professor que usa IA vai, inevitavelmente, superar quem insiste em ignorar o futuro. Que tal começar hoje e experimentar o novo papel do educador que lidera com tecnologia, estratégia e humanidade?

Adaptar atividades com ChatGPT é para quem não quer deixar ninguém para trás

Quando decidi unir tecnologia e inclusão, foi pensando em você, que acorda todo dia e tenta fazer a diferença — mesmo sem apoio, mesmo cansado de remar contra a maré. Adaptar atividades com ChatGPT não é só tendência, é resposta urgente para o Brasil real: aquele das salas cheias, dos recursos escassos, das famílias esperando uma chance justa.

No Instituto Itard, acreditamos nisso: inclusão é direito, não favor.
E agora, com a inteligência artificial a serviço da escola, ninguém precisa mais ficar de fora.

Teste, compartilhe, se permita inovar. Adaptar atividades com ChatGPT pode ser o começo de uma nova história — para o seu aluno, para você e para todos que ainda acreditam que escola é lugar para todos.

Quer muito, muuuuito mais? Então atenção…

Se você quer ver tudo isso acontecendo na prática, com exemplos reais, estratégias prontas e a experiência de quem já faz diferente, não pode perder a EXPO Atividades 2025. Reserve sua vaga gratuita e venha descobrir como a tecnologia pode transformar a inclusão e reinventar a sua sala de aula.
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Referencias bibliográficas para itardeiros para curiosos

Sweller, J. (1994). Cognitive Load Theory, Learning Difficulty, and Instructional Design. Learning and Instruction, 4(4), 295–312.

Vygotsky, L. S. (1978). Mind in Society: The Development of Higher Psychological Processes. Harvard University Press.

Skinner, B. F. (1974). About Behaviorism. Alfred A. Knopf.

Deci, E. L., & Ryan, R. M. (2000). The “What” and “Why” of Goal Pursuits: Human Needs and the Self-Determination of Behavior. Psychological Inquiry, 11(4), 227–268.

Meyer, A., Rose, D. H., & Gordon, D. (2014). Universal Design for Learning: Theory and Practice. CAST Professional Publishing.

Continue lendo

Para aprofundar este tema, leia também: o que é atividade adaptada, 5 dicas para criar atividades adaptadas, Método AEIOU, currículo adaptado.

Perguntas frequentes

Posso adaptar atividades com ChatGPT?
Pode usar como apoio para rascunhar alternativas, perguntas, exemplos e níveis de ajuda, desde que revise tudo antes de aplicar.
Posso colocar dados do aluno no ChatGPT?
Evite inserir nome, laudo, documentos, fotos, dados sensíveis ou informações identificáveis. Trabalhe com descrições genéricas da barreira pedagógica.
ChatGPT substitui o professor do AEE?
Não. Ele pode apoiar produção textual, mas não avalia contexto escolar, vínculo, comunicação, recursos reais e necessidades individuais como a equipe pedagógica.
Como pedir uma adaptação melhor?
Informe objetivo da atividade, barreira observada, idade aproximada, forma de resposta desejada e peça opções com diferentes níveis de apoio.
O que revisar na resposta da IA?
Revise precisão, linguagem, acessibilidade, viés, excesso de simplificação, privacidade e conexão com o objetivo pedagógico.
A IA pode criar atividade inclusiva pronta?
Pode criar um rascunho útil, mas a atividade só fica inclusiva depois de testada com o aluno e ajustada pelo professor.

Fontes consultadas

  1. OpenAI Help - ChatGPT Edu at OpenAI

    documentação oficial help.openai.com · publicado em 16 de junho de 2026 · acesso em 28 de junho de 2026

  2. OpenAI - Enterprise privacy

    documentação oficial openai.com · publicado em 1 de janeiro de 2026 · acesso em 28 de junho de 2026

  3. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência

    fonte primária planalto.gov.br · publicado em 6 de julho de 2015 · acesso em 28 de junho de 2026

  4. CAST - UDL Guidelines 3.0

    referência técnica udlguidelines.cast.org · publicado em 30 de julho de 2024 · acesso em 28 de junho de 2026

Retrato de Leandro Rodrigues sorrindo, de óculos e blazer.

Escrito por

Leandro Rodrigues

Fundador do Instituto Itard e criador do Modelo AEIOU. Há mais de 20 anos adapta atividades e ensina professores a fazer o mesmo — mais de 10 mil profissionais formados, em 6 países. Conheça a história.

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Comentários (12)

Fazer um comentário
  1. wenia carvalho carvalho
    Vamos somar os conhecimentos!
    • Maria Nilda do Nascimento
      Vc, arrasou Leandro,com essas estratégias que foram usadas para a elaboração das atividades adaptadas.Simplesmente amei Vai facilitar bastante , tanto para os professores do AEE como tbm para os professores da sala regular
  2. Kely
    O instituto itard é o melhor, fazendo sempre a diferença para toda sociedade.
  3. ROSALINA APARECIDA DOS SANTOS
    Eu preciso, tenho muita dificuldade em adaptar as atividades isso me deixa insegura é horrível.
  4. Maria José Batista de Freitas
    Adorei as sugestões e idéias de adaptações, através do auxilio e uso da inteligência artificial como recurso. Muito obrigada!
  5. Maria Givanilda Vieira
    Muito eficiente
  6. Maria jose delmiro dos santos
    Preciso
  7. Eucedi Soares da Silva Bastos
    Preciso
  8. Dalva da Silva Torres
    Maravilhoso
  9. geovana da silva martelo
    Concordo muito. O ChatGPT já se tornou ferramenta indispensável para tornar mais viável a produção de materiais e para otimizar o tempo. Não posso reclamar.
  10. celia
    Trabalho maravilhoso.ferramenta indispensável para nós professor de apoio.
  11. Andrea Pedrinho
    Utilizo com a mesma finalidade e para ajudar, coloco as informações do estudante (PEI, estudo de caso…)

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