Tecnologia Assistiva: o que é e como usar na escola sem saber informática

Vamos fazer um teste? Leia as seguintes palavras: TIC’s, Computador na Sala de Aula, Softwares Educativos, Tecnologia Assistiva, Comunicação Alternativa, Sintetizador de Voz, DOSVOX, Boardmaker, VLIBRAS, Acionadores, Leitores de tela.

Ainda está aqui? 🙂 Que bom. Isso é raro. A maioria dos profissionais da educação pulam fora quando o assunto é tecnologia.

Eu gosto, mas sou suspeito de falar, pois sou desenvolvedor de software, entre outras coisas 😎

Ficar com receio quando precisa aprender a fazer algo novo no computador é normal. Fique tranquilo.

Essa resistência à tecnologia está mudando, pelo menos quando o assunto é Educação Inclusiva. Se você é professor de Sala de Recursos (AEE) sabe do que eu estou falando.

Aqui neste post vou tentar explicar a você (de maneira simples) cada um dos termos citados no primeiro parágrafo e muito mais. Mas antes precisamos voltar ao começo.

Você sabia que as tecnologias assistivas começaram a fazer parte do cotidiano escolar por causa do Atendimento Educacional Especializado? Entenda isso no tópico a seguir:

Tecnologia Assistiva na Educação Inclusiva

Hoje no Brasil todos os alunos, sem exceção, devem frequentar as salas de aula do ensino regular. Isso acontece por causa da Lei Brasileira de Inclusão, que prega a inserção escolar de forma radical, completa e sistemática

Mas você vai se perguntar: como incluir um aluno com deficiência em uma sala de aula comum?

É verdade que o aluno com deficiência possui necessidades educacionais especiais que a sala de aula comum não oferece.

Por isso foi instituído o Atendimento Educacional Especializado, que deve ocorrer preferencialmente na própria escola do aluno:

Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: […]

III – projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia; (BRASIL, 2015)

O que seria atender às características dos estudantes com deficiência e garantir seu pleno acesso ao currículo?

Antes, o que seriam características dos estudantes com deficiência?

A Lei Brasileira de Inclusão utiliza essa terminologia para se referir às deficiências que o aluno possui: se um aluno é cego, sua característica seria não enxergar. Se é surdo, sua característica seria não ouvir. Se possui mobilidade reduzida nas mãos, sua característica seria não poder segurar um lápis ou caneta.

Bom, como garantimos o acesso desses alunos com deficiência ao currículo? Utilizando “serviços e adaptações razoáveis”, como diz na Lei.

É importante entender as adaptações razoáveis pois através delas iremos chegar às tecnologias assistivas. Vamos lá?

O que quer dizer adaptação razoável?

Adaptações razoáveis: adaptações, modificações e ajustes necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional e indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que a pessoa com deficiência possa gozar ou exercer, em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos e liberdades fundamentais; (BRASIL, 2015)

Em outras palavras, a adaptação razoável é o princípio de acessibilidade que garante a igualdade de direitos e a equidade de oportunidade às pessoas com deficiência.

Mas você deve estar se perguntando, o que é esse ônus desproporcional e indevido que aparece na lei? Esse é um assunto extenso que já gerou até a chamada Teoria do Impacto Desproporcional e Direito à Adaptação Razoável.

A Teoria do Impacto Desproporcional é uma realidade na educação brasileira e afeta principalmente escolas particulares que hoje preferem não ter matrículas de alunos com deficiência por causa do alto custo que devem por lei assumir para oferecer o AEE particular. Mas esse é um assunto para outro post.

O adjetivo ‘razoáveis’ significa ‘que não acarretem ônus desproporcional ou indevido, requerido em cada caso’ (BRASIL, 2008; BRASIL, 2015, art. 3°, VI).

O que precisamos entender aqui é o ônus desproporcional e indevido das adaptações razoáveis para chegarmos enfim às Tecnologias Assistivas.

O que seria o ônus desproporcional e indevido das adaptações razoáveis?

Aqui estamos falando basicamente de dinheiro.

O conceito de ônus indevido, de acordo com a Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego, do governo federal americano, se refere à dificuldade financeira e às adaptações razoáveis que sejam indevidamente extensivas ou disruptivas ou que fundamentalmente alterariam a natureza ou a operação da empresa (ONU, 2006).

Ou seja, as adaptações razoáveis não devem ter um custo de operação desproporcional ao ambiente que ela atuará.

Um exemplo disso são os banheiros. Imagine uma escola com 10 banheiros. O ideal é que todos os banheiros fossem acessíveis a todo o tipo de pessoa. Contudo, como o custo para construir um banheiro acessível é alto, o mais razoável é ter pelo menos um banheiro acessível, já que construir 10 banheiros acessíveis irá gerar um ônus desproporcional e indevido.

O mesmo conceito se aplica às tecnologias assistivas, que devem ter um custo “razoável”. Por isso pesquisadores trabalham para desenvolver soluções eficientes e ao mesmo tempo baratas.

Mais a frente veremos que existem muitas tecnologias assistivas que são simples, mas eficientes e baratas, outras são programas de computador sofisticados, mas são gratuitos e qualquer um pode baixar e usar.

As adaptações razoáveis devem ser específicas para cada pessoa com deficiência

São exemplos de adaptações razoáveis: instalação de rampas e corrimãos, ledores e intérpretes de língua de sinais, transporte adaptado para cadeira de rodas, ajudas técnicas e tecnologia assistiva.

Importante: a razoabilidade só é garantida quando atende a especificidade da pessoa com deficiência.

É importante que a própria pessoa com deficiência aponte aquilo que é relevante para a acessibilidade com base em sua experiência.

Um exemplo fácil de entender: nem todo cego conhece o braille. Não adianta adaptar um livro para Braille e entregar para uma pessoa cega que não lê em braille. Para essa pessoa, talvez seja melhor adaptar o livro para um áudio-livro.

Por isso os dois direitos devem ser garantidos (adaptação para braille ou adaptação para áudio-livro), com base nas experiências específicas, ou características específicas.

Contudo, hoje em dia não seria “razoável” contratar uma pessoa para ler todo o livro e gravar o áudio, pois já temos softwares com sintetizadores de voz que “leêm” os livros automaticamente para que pessoas cegas possam ter acesso ao material sem necessariamente saber braille (quer aprender a fazer isso? É mais fácil do que você imagina. Veja aqui meu curso gratuito de DOSVOX, com certificado grátis válido para ACC/ACO). 😉

Como você já deve ter percebido, tecnologia assistiva está dentro de adaptações razoáveis, pois podemos realizar adaptações razoáveis através do uso de tecnologias assistivas, como no exemplo da adaptação do livro escrito para áudio-livro.

Essa é só uma das muitas tecnologias assistivas que fazem parte do cotidiano de uma escola inclusiva. Vamos ver as outras?

O que é Tecnologia Assistiva?

Ajudas técnicas, tecnologia de apoio, tecnologia adaptativa, adaptações, Assistive Technology, Ausili Tecnici, Ayudas Tecnicas, Tecnologias de Apoyo ou como chamamos, Tecnologia Assistiva.

São muitos nomes, muitas nomenclaturas, mas a ideia, pelo menos no geral, é a mesma.

O Comitê de Ajudas Técnicas do Brasil define Tecnologia Assistiva como:

“Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social” (ATA VII – Comitê de Ajudas Técnicas – CAT).

Simplificando, podemos definir tecnologias assistiva como tudo aquilo que é criado para ajudar pessoas com deficiência a terem independência e serem incluídas, seja proporcionando ou ampliando suas habilidades de se comunicar, ouvir, ver, andar ou tocar.

Importante entender a tecnologia assistiva como sendo composta de dois grande grupos: os recursos e os serviços.

Recursos e Serviços de Tecnologia Assistiva

Os recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência.

Normalmente recursos são produtos ou itens adaptados.

Os Serviços, são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.

Exemplos de Recursos em Tecnologia Assistiva

Podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.

Exemplos de Serviços em Tecnologia Assistiva

São aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos.

Os serviços de tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como:

Fisioterapia, Terapia ocupacional, Fonoaudiologia, Educação, Psicologia, Enfermagem, Medicina, Engenharia, Arquitetura, Design, Técnicos de muitas outras especialidades…

Mas onde entram os programadores aqui? (meu caso)

Pois é, quando falamos de softwares, existiu pelo menos um programador para tornar esse programa funcional.

Se você tem vontade de conhecer e aprender a utilizar os mais variados programas (softwares) de comunicação alternativa, não deixe de acompanhar nosso site e se inscrever nas aulas gratuitas.

Já gravei uma aula gratuita de DOSVOX (programa para cegos utilizarem o computador) e em já tivemos uma aula online ao vivo sobre boardmaker. Se você perdeu essa aula, faça o download da apostila da aula de boardmaker então. Também já falei de outros programas de comunicação alternativa em eventos presenciais.

O conceito de Tecnologia Assistiva segundo os americanos

A legislação norte-americana descreve o que deve entender-se por Serviços de TA (PUBLIC LAW 108-364, 2004):

Avaliação das necessidades de uma TA do indivíduo com uma deficiência, incluindo uma avaliação funcional do impacto da provisão de uma TA apropriada e de serviços apropriados para o indivíduo no seu contexto comum.

Serviço que consiste na compra, leasing ou de outra forma provê a aquisição de recursos de TA para pessoas com deficiências;

Serviço que consiste na seleção, desenvolvimento, experimentação, customização, adaptação, aplicação, manutenção, reparo, substituição ou doação de recursos de TA;

Coordenação e uso das terapias necessárias, intervenções e serviços associados com educação e planos e programas de reabilitação;

Treinamento ou assistência técnica para um indivíduo com uma deficiência ou, quando apropriado, aos membros da família, cuidadores, responsáveis ou representantes autorizados de tal indivíduo;

Treinamento ou assistência técnica para profissionais (incluindo indivíduos que provêem serviços de educação e reabilitação e entidades que fabricam ou vendem recursos de TA), empregadores, serviços provedores de emprego e treinamento, ou outros indivíduos que provêem serviços para empregar, ou estão de outra forma, substancialmente envolvidos nas principais funções de vida de indivíduos com deficiência; e

Serviço que consiste na expansão da disponibilidade de acesso à tecnologia, incluindo tecnologia eletrônica e de informação para indivíduos com deficiências.

Viu que interessante? Os americanos consideram que, por exemplo, um treinamento de professores para utilizar programas de comunicação alternativa como um Serviço de Tecnologia Assistiva.

Não se esqueça: a área de tecnologia assistiva é interdisciplinar, pois engloba engenharia, design, arquitetura, medicina, fisioterapia, terapia ocupacional, computação e etc.

Agora vamos ao ponto principal desse post: como usar tecnologia assistiva nas escolas? E se você não souber informática? Nada de pânico, vamos lá…

Preciso mesmo aprender informática para utilizar tecnologias assistivas?

Calma. Respire.

Antes de mais nada, saiba que “saber informática” é algo muito subjetivo. Você pode saber utilizar muito bem o Facebook (fazer postagens, curtir, comentar, encontrar novos amigos, compartilhar notícias), mas não conseguir criar uma atividade para imprimir no Word.

Para mim, é mais fácil utilizar o Word do que o Facebook. Sério mesmo.

Da mesma forma que você aprendeu a utilizar o Facebook (que é um programa), pode aprender a utilizar um programa mais complexo.

A questão é: quanto tempo você está disposto a investir para aprender a utilizar novos programas?

Fazer cursos encurta seu tempo de aprendizado

Algumas coisas dá até para aprender sozinho, mas leva tempo. Em cursos o instrutor irá percorrer todos, ou os principais recursos do programa que você quer aprender. Assim você economiza muito tempo.

Mas Leandro, não tenho que saber informática primeiro para depois aprender a utilizar programas específicos?

NÃO.

Posso te dizer com toda convicção, de um profissional que atua na área de informática a mais de 20 anos, que NÃO. Você não precisa saber informática básica para aprender a utilizar programas específicos.

Quer um exemplo fácil de assimilar?

No mercadinho do seu bairro, a operadora de caixa passa suas compras no computador, em um programa específico para fazer a venda e imprimir o cupom fiscal. Essa operadora de caixa não precisa saber quase nada de informática, a não ser utilizar o teclado e o programa específico do mercado.

Entendeu? Não se desespere se você não sabe nada de informática.

Caso precise aprender a utilizar um programa sofisticado como o Boardmaker para criar pranchas de comunicação alternativa, isso é perfeitamente possível para você mesmo que não saiba informática básica.

O grande “pulo do gato” é saber exatamente quais programas você precisa aprender. Por isso, é interessante conhecer as principais tecnologias assistivas que são utilizadas nas escolas. Vamos lá?

Tecnologia Assistiva nas escolas

Vou mostrar algumas tecnologias específicas para alunos surdos, cegos, com deficiência intelectual, paralisia cerebral ou autismo. Conhecendo essas tecnologias você terá ótimas idéias para planos de aula inclusivos.

No contexto escolar também temos muitas tecnologias assistivas. Mas é importante entender que nem toda tecnologia educacional é assistiva.

Tecnologia Educacional é diferente de Tecnologia Assistiva

Uma tecnologia é considerada assistiva quando é utilizada por um aluno com deficiência e tem por objetivo romper barreiras sensoriais, motoras ou cognitivas que limitam/impedem seu acesso às informações ou limitam/impedem o registro e expressão sobre os conhecimentos adquiridos por ele; quando favorecem seu acesso e participação ativa e autônoma em projetos pedagógicos; quando possibilitam a manipulação de objetos de estudos; quando percebemos que sem este recurso tecnológico a participação ativa do aluno no desafio de aprendizagem seria restrito ou inexistente.

São exemplos de TA no contexto educacional os mouses diferenciados, teclados virtuais com varreduras e acionadores, softwares de comunicação alternativa, leitores de texto, textos ampliados, textos em Braille, textos com símbolos, mobiliário acessível, recursos de mobilidade pessoal etc.

Vamos ver alguns?

mouse com acionador

Esse é um mouse com acionador. Esse retângulo amarelo grande é um acionador, que nada mais é que um botão que faz a mesma coisa que o clique do mouse. Porém, para pessoas com mobilidade reduzida, pressionar o botão de um mouse comum pode ser muito difícil, por isso utilizamos um acionador, que pode ter vários tamanhos e formatos, de acordo com a necessidade de cada pessoa. O acionador pode ser pressionado pelas mãos, braços, pés, cabeça, movimento da coxa da perna, enfim, o que for mais fácil para a pessoa.

O acionador é um equipamento de tecnologia assistiva que está disponível no mercado para compra.

Agora, vou te mostrar outro recurso de tecnologia assistiva.

Descubra esse recurso de acessibilidade do seu computador

Ai no seu computador, agora mesmo (caso use windows e esteja em um computador ou notebook), tem um recurso de acessibilidade muito incrível para pessoas com baixa visão. Quer ver?

Importante: leia primeiro as instruções antes de tentar fazer.

Pressione as seguintes teclas (Win e “+”)

recurso de ta 1

Primeiro aperte a tecla Windows, que é essa com o desenho da janela e depois, com essa pressionada, aperte a tecla “+”.

A lupa será ativada.

recurso de ta 2

Para sair, pressione a tecla Windows e a tecla “ESC”, que fica no canto superior esquerdo do teclado.

Pronto, pode tentar fazer. Não se esqueça da tecla que você tem que apertar para sair da lupa.

Fez? Já conhecia esse recurso? Esse é ou não é um recurso de tecnologia assistiva? Não estamos rompendo as barreiras sensoriais que impedem que alunos com baixa visão utilizem um computador comum?

Eu acho isso incrível. Esse foi um exemplo simples, mas:

“Para as pessoas sem deficiência a tecnologia torna as coisas mais fáceis.
Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”.
(RADABAUGH, 1993)

Quem disse isso foi Mary Pat Radabaugh, diretora do Suporte Nacional de Pessoas com Deficiência da IBM dos Estados Unidos.

Para quem não sabe a IBM foi a empresa americana que criou o primeiro computador pessoal do mundo (IBM PC). Os computadores que temos em nossas casas hoje devemos em grande parte à IBM.

Você deve estar se perguntando: como eu cheguei até a Mary Radabaugh? Eu vi essa citação acima lendo nada menos que Teófilo Galvão Filho, uma das maiores autoridades em Tecnologia Assistiva no Brasil, juntamente com Mara Lúcia Sartoretto e Rita Bersch. Lembre-se que esses nomes merecem ser citados se você está realizando um trabalho acadêmico nessa área.

Como o objetivo desse post não é citar todos os equipamentos de tecnologia assistiva que temos hoje no mercado, vou me limitar apenas ao básico que você precisa conhecer para ficar atento ao que acontece na sua escola.

É comum autores classificarem as tecnologias assistivas em algumas categorias, que são:

1 – Auxílio para vida diária e vida prática

Problema: seu aluno não consegue segurar no lápis direito, ou na tesouro, ou ainda em um talher para fazer a refeição.

Solução: adaptação – isso é tecnologia assistiva também. Com arame, borracha e espuma podemos fazer muitos recursos. Veja as imagens:

tecnologia assistiva para vida diária 1

tecnologia assistiva para vida diária 2

2 – CAA: Comunicação Alternativa ou Aumentativa

Problema: meu aluno não fala ou não escreve (atenção, isso pode ser utilizado inclusive para alunos com autismo que não se comunicam)

Solução: softwares específicos como Boardmaker e DOSVOX ou pranchas de comunicação alternativa.

A comunicação alternativa é destinada a atender pessoas sem fala ou escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade em falar e/ou escrever. Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica (BLISS, PCS e outros), letras ou palavras escritas, são utilizados pelo usuário da CAA para expressar suas questões, desejos, sentimentos, entendimentos. A alta tecnologia dos vocalizadores (pranchas com produção de voz) ou o computador com softwares específicos, garantem grande eficiência à função comunicativa.

prancha de comunicação

3 – Recursos de Acessibilidade ao Computador

Problema: o aluno não consegue utilizar todos os recursos do computador

Solução: acessibilidade. Lembra da Lupa virtual que vimos a pouco? Então, ele entraria nessa categoria.

Teclados em braille, teclado ampliado, teclado ergonômico, teclado simplificado, mouses adaptados, trackball (bola de comando), programas que ampliam a tela, lupar virtual, entre outros, participam dessa categoria.

acessibilidade no computador

4 – Sistemas de controle do ambiente

Problema: o aluno não consegue abrir a porta, a janela, acender as luzes da sala e etc.

Solução: sistemas de controle do ambiente

Através de um controle remoto, as pessoas com limitações motoras, podem ligar, desligar e ajustar aparelhos eletro-eletrônicos como a luz, o som, televisores, ventiladores, executar a abertura e fechamento de portas e janelas, receber e fazer chamadas telefônicas, acionar sistemas de segurança, entre outros, localizados em seu quarto, sala, escritório, casa e arredores. O controle remoto pode ser acionado de forma direta ou indireta e neste caso, um sistema de varredura é disparado e a seleção do aparelho, bem como a determinação de que seja ativado, se dará por acionadores (localizados em qualquer parte do corpo) que podem ser de pressão, de tração, de sopro, de piscar de olhos, por comando de voz etc.

controle de ambiente t.a.

5 – Projetos arquitetônicos para acessibilidade

Problema: a escada que existe na escola não permite o acesso a um cadeirante, por exemplo.

Solução: instalação de rampas, corrimãos, banheiros e quadros adequados para cadeirantes.

Projetos de edificação e urbanismo que garantem acesso, funcionalidade e mobilidade a todas as pessoas, independente de sua condição física e sensorial. Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em banheiros, mobiliário entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras físicas.

acessibilidade arquitetônica t.a.

6 – Órteses e próteses.

Próteses são peças artificiais que substituem partes ausentes do corpo.
Órteses são colocadas junto a um segmento corpo, garantindo-lhe um melhor posicionamento, estabilização e/ou função. São normalmente confeccionadas sob medida e servem no auxílio de mobilidade, de funções manuais (escrita, digitação, utilização de talheres, manejo de objetos para higiene pessoal), correção postural, entre outros.

orteses e proteses - tecnologia assistiva

7 – Adequação postural

Problema: o aluno parece desatento, desinteressado, ou aflito, ou ainda cansado.

Solução: a avaliação de um profissional é necessária, principalmente se o aluno não possui um projeto de adequação postural. Os profissionais indicados são: médico, fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.

Ter uma postura estável e confortável é fundamental para que se consiga um bom desempenho funcional. Fica difícil a realização de qualquer tarefa quando se está inseguro com relação a possíveis quedas ou sentindo desconforto.

Um projeto de adequação postural diz respeito à seleção de recursos que garantam posturas alinhadas, estáveis e com boa distribuição do peso corporal.

Indivíduos cadeirantes, por passarem grande parte do dia numa mesma posição, serão os grandes beneficiados da prescrição de sistemas especiais de assentos e encostos que levem em consideração suas medidas, peso e flexibilidade ou alterações músculo-esqueléticas existentes.

Adequação postural diz respeito a recursos que promovam adequações em todas as posturas, deitado, sentado e de pé portanto, as almofadas no leito ou os estabilizadores ortostáticos, entre outros, também podem fazer parte.

adequação postural tecnologia assistiva

8 – Auxílios de mobilidade

A mobilidade pode ser auxiliada por bengalas, muletas, andadores, carrinhos, cadeiras de rodas manuais ou elétricas, scooters e qualquer outro veículo, equipamento ou estratégia utilizada na melhoria da mobilidade pessoal.

mobilidade reduzida tecnologia assistiva

9 – Auxílios para cegos ou para pessoas com visão subnormal

Equipamentos que visam a independência das pessoas com deficiência visual na realização de tarefas como: consultar o relógio, usar calculadora, verificar a temperatura do corpo, identificar se as luzes estão acesas ou apagadas, cozinhar, identificar cores e peças do vestuário, verificar pressão arterial, identificar chamadas telefônicas, escrever, ter mobilidade independente etc. Inclui também auxílios ópticos, lentes, lupas e telelupas; os softwares leitores de tela, leitores de texto, ampliadores de tela; os hardwares como as impressoras braile, lupas eletrônicas, linha braile (dispositivo de saída do computador com agulhas táteis) e agendas eletrônicas.

IMPORTANTE: se você trabalha ou poderá trabalhar com deficientes visuais no futuro, então você PRECISA conhecer o programa chamado DOSVOX. É gratuito e muito intuitivo, até uma criança consegue utilizar. Faça o curso gratuito de DOSVOX

tecnologia assistiva para cegos

 

10 – Auxílios para pessoas com surdez ou déficit auditivo

Auxílios que inclui vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com teclado-teletipo (TTY), sistemas com alerta táctil-visual, entre outros.

tecnologia assistiva para surdos

11 – Adaptações em veículos.

Acessórios e adaptações que possibilitam uma pessoa com deficiência física dirigir um automóvel, facilitadores de embarque e desembarque como elevadores para cadeiras de rodas (utilizados nos carros particulares ou de transporte coletivo), rampas para cadeiras de rodas, serviços de auto- escola para pessoas com deficiência.

tecnologia assistiva para veículos

Qual a tecnologia assistiva mais importante na escola?

Acabamos de classificar as tecnologias assistivas em 11 categorias no total. Cada categoria possui muito mais assunto e abrange especialistas específicos.

Se eu tivesse que escolher uma dessas categorias de tecnologia assistiva como mais importante, escolheria a Comunicação Alternativa. Acredito que a habilidade de se comunicar é a mais importante e através dessa conseguimos as outras coisas.

Como você já sabe, eu sou programador e destas 11 categorias de tecnologias assistivas, as que tenho maior afinidade por formação são apenas duas:
Comunicação Alternativa e Recursos de Acessibilidade ao Computador, sendo que em Comunicação Alternativa minha principal missão é ajudar professores do AEE, psicopedagogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais a conhecerem e utilizarem as melhores ferramentas (programas) para seus alunos e pacientes.

Com as ferramentas certas, seu aluno poderá ser alfabetizado, ter acesso à conteúdos complexos de português e matemática, poderá cursar uma faculdade e se tornar um ótimo profissional. Na área de programação é muito comum termos programadores cegos ou programadores autistas, por exemplo.

No final das contas, o grande desafio é estabelecer uma comunicação efetiva.

No próximo tópico vamos falar sobre as tecnologias que possibilitam às pessoas com deficiência estabelecerem uma comunicação ampliada ou alternativa.

Tecnologia assistiva e Comunicação Alternativa

A grosso modo, comunicação é a ação de transmitir uma mensagem e receber outra mensagem como resposta. O desafio é que a mensagem transmitida e recebida sejam de fato entendidas por seus interlocutores.

Para pessoas com deficiência essa troca de informações pode ser comprometida de alguma forma, seja devido a:

perda auditiva (surdez),
perda visual (cegueira),
mobilidade reduzida que impossibilita a fala (deficiência física ou paralisia cerebral),
incapacidade de comunicação ou interação social (autismo)
ou raciocínio e compreensão abaixo da média (deficiência intelectual).

Em todos esses casos, temos um problema em comum: a comunicação convencional não funciona plenamente: ver, ouvir, falar e interpretar.

Encontrar meios de estabelecer uma comunicação alternativa ou aumentativa pode ser a melhor solução para nossos alunos com deficiência.

No próximo tópico vou mostrar para você que os recursos incríveis de comunicação alternativa e aumentativa que revolucionaram a vida de muitas pessoas, abrindo portas e rompendo barreiras.

Tecnologia assistiva para cegos: como facilitar a leitura e escrita

O processo de leitura e escrita de alunos cegos é sem dúvida um dos maiores desafios tanto para os professores quanto para os alunos.

Afinal, como você vai passar conteúdo para seu aluno cego? Escrevendo no quadro? Entregando uma folha impressa? Pedindo para abrir a página 23 do livro?

Se você, assim como 99% dos professores sente que ficará sem ação quando entrar um aluno cego na sua sala de aula, não se preocupe. Existe solução.

Não estou falando aqui dos métodos tradicionais. Falar de punção e reglete para um jovem hoje soa como voltar a idade da pedra. Os jovens querem navegar na internet, estudar e socializar no meio digital. Alunos cegos não são diferentes.

Estou falando de tornar suas aulas extremamente interessantes para os alunos cegos. Permitir seu aluno cego anotar os conteúdos de sala de aula, realizar atividades escritas, provas, trabalhos e tudo mais utilizando informática, com programas totalmente gratuitos e fáceis de usar.

O DOSVOX possui um excelente sintetizador de voz, fazendo com que o programa de fato “fale” com o usuário.

Para começar nesse mundo incrível, o primeiro programa que recomendo é o DOSVOX. Confira mais no artigo Como Utilizar o Dosvox na Sala de Aula – Prática para Professores

Um segundo passo, para usuário um pouco mais avançado, seriam os leitores de tela. São programas que permitem usuários cegos usar a maioria dos programas comerciais de computador, além de navegar por sites na internet. Esses leitores de tela literalmente leem o que está na tela com um sintetizador de voz.

Tecnologia Assistiva para Surdos: como entregar conteúdo em LIBRAS

Sabemos que os surdos possuem como primeira língua a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, ou seja, a língua portuguesa é uma segunda língua para o surdo brasileiro.

Exemplo: é como se você, brasileiro, fosse estudar equação do segundo grau pela primeira vez em uma escola na china (pressupondo que você não fala chinês). Pode ter certeza, por mais dedicado e inteligente que você seja, provavelmente irá falhar.

É necessário que o aluno e o professor falem a mesma língua. É necessário também que o material de estudo do aluno esteja na língua que o aluno fala.

Nossos alunos surdos vão para escolas que não falam LIBRAS, que não possuem materiais didáticos em LIBRAS e muitas das vezes não possuem nem um intérprete de LIBRAS.

Agora você deve estar se perguntando, como o material de estudo pode ser em LIBRAS? Como a língua de sinais, que é composta por movimentos e expressões faciais pode ser escrita com papel e tinta?

De fato não pode.

Mas existem programas de computador que simulam uma pessoa se comunicando em LIBRAS, com gestos, movimentos e expressões faciais. Estou falando, a grosso modo, de um intérprete virtual, que entrega conteúdo para o aluno surdo em LIBRAS.

Um programa gratuito e fácil de utilizar é o VLIBRAS.

O VLibras é uma suíte de ferramentas utilizadas na tradução automática do Português para a Língua Brasileira de Sinais. É possível utilizar essas ferramentas tanto no computador Desktop quanto em smartphones e tablets.

Tecnologia Assistiva para Deficientes Intelectuais

Para alunos com deficiência intelectual, podemos utilizar recursos de comunicação alternativa para melhorar a compreensão e participação do aluno em determinado assunto. Jogos pedagógicos são ótimas alternativas, porém ficamos limitados ao que o jogo oferece.

Mas se você puder criar seu próprio jogo?

Se você dominar ferramentas como o Boardmaker, poderá criar suas próprias atividades interativas, com movimento, cores e sons, como se fossem jogos educativos. Estou falando de uma verdadeira revolução na forma de dar aula, mas que não é muito longe da nossa realidade. É possível, é tangível, só exige um pouco de esforço.

Observe a figura abaixo.

atividade usando tecnologia assistiva

Essa é uma atividade clássica que pode ser criada com o Boardmaker. O aluno deve clicar na figura e arrastá-la para a posição adequada.

Se errar, o programa pode emitir um som “Que pena, você errou…”.

Caso acerte, um reforçador positivo: “Muito bem, você acertou. Parabéns!”.

Não se preocupe com a mecânica de clicar e arrastar nesse momento, isso pode ser feito com o mouse, com um acionador, com um tablet e etc.

O que você acha?

Quer aprender a criar atividades incríveis como essa?

Faça o download da nossa apostila “Como instalar o Boardmaker e criar sua primeira prancha de comunicação alternativa”.

Agora, cá entre nós, acredito que TODOS os seus alunos vão querer atividades como essas, não só os com deficiência. Acredito que um laboratório de informática com todos os alunos fazendo atividades como essa seria incrível e inesquecível, mas eu sou suspeito de falar pois amo o laboratório de informática.

Pranchas de comunicação alternativa: opção para alunos não-verbais

prancha de comunicação alternativa

Alunos com autismo, ou paralisia cerebral que prejudique a fala, ou qualquer outro impedimento de falar, podem se beneficiar muito com pranchas de comunicação alternativa.

Um grande desafio está na hora de confeccionar essas pranchas, na parte técnica.

Onde conseguir as figuras? Como organizar as figuras na folha?

As pranchas de comunicação alternativa podem ser para imprimir ou para utilizar diretamente no computador ou tablet. Em ambos os casos, o programa Boardmaker atende a essas necessidades.

Existem outros programas para pranchas de comunicação alternativa, inclusive gratuitos, mas falo bastante do boardmaker pois ele é um item que consta no programa de sala de recursos multifuncionais do governo federal, devendo estar disponível em todas as salas de recursos do Brasil, tanto do tipo I quanto do tipo II.

Novamente te convido a fazer o download da nossa apostila “Como instalar o Boardmaker e criar sua primeira prancha de comunicação alternativa”.

Uma das muitas vantagens do boardmaker está no sintetizador de voz.

O sintetizador de voz é um programa que simula a voz humana, que “lê o texto” e “fala com voz humana”. Ouvir as frases construídas pelas pranchas é uma excelente forma de reforçar o entendimento daquilo que está acontecendo.

Outra vantagem do boardmaker é possuir mais de 11.700 Símbolos de Comunicação Pictórica – PCS, ou seja, tem um símbolo para cada palavra que você imaginar.

Como utilizar essas ferramentas de inclusão na sala de aula? Quais estratégias seguir?

Se o modelo não consegue transformar a realidade, a realidade deveria conseguir transformar o modelo – Italo Calvino

Acreditar que existe um modelo, uma estratégia ou um método que irá permitir você e seu aluno alcançarem seus objetivos faz parte da vida. Todos nós, em algum momento, acreditávamos que existia a receita perfeita para emagrecer, o método perfeito para estudar para concursos, ou ainda o passo a passo para um casamento perfeito.

“Sabe de nada, inocente”

Hoje sabemos que as pessoas são diferentes. Cada pessoa é diferente uma da outra e que não existe uma maneira de padronizar a forma de aprender para todas as pessoas.

Você precisa sim, conhecer as ferramentas que existem e conhecer seu aluno. Conhecer seu aluno é extremamente importante: quem é ele, o que ele gosta, o que ele não gosta, e por aí vai.

Meu filho de 3 anos gosta de robôs. Ele gosta muito de robôs. Se você entregar uma atividade para ele usando borboletas, irá fracassar com certeza.
Entende? Se você entregar uma atividade que usa robôs, sua taxa de sucesso será maior!

Você vai utilizar os interesses do seu aluno para estabelecer uma relação com ele. Essa conexão entre você e seu aluno será única, impossível de padronizar ou imitar.

Não existe um modelo de ensino para alunos cegos. Nem um modelo para alunos autistas. Cada aluno é único.

O texto de Italo Calvino, sobre o Modelos dos modelos, retrata bem a realidade do profissional do AEE. Convido você a encerrar esse artigo fazendo essa reflexão:

O modelo dos modelos

Italo Calvino

Houve na vida do senhor Palomar uma época em que sua regra era esta: primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam. [..]

Mas se por um instante ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu dos modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do desenho surgiam deformadas e retorcidas. […]

A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório, para encontrar aquele que se adaptasse melhor a uma realidade que por sua vez fosse feita de tantas realidades distintas, no tempo e no espaço. […]

Analisando assim as coisas, o modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de aranha; talvez até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver-se a si próprio.

Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos. Completado também esse passo, eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”. Para fazer isto, melhor é que a mente permaneça desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de fragmentos de experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis. Não é uma linha de conduta da qual possa extrair satisfações especiais, mas é a única que lhe parece praticável.

 

E você? O que achou das tecnologias que vimos aqui? Tem alguma sugestão, dúvida ou opinião? Deixe nos comentários!

 

Referências

BRASIL, 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Lei 13.146 de 06 de julho de 2015.

BERSCH, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. Assistiva – Tecnologia e Educação, 2017. Porto Alegre, RS

CALVINO, Italo. Palomar. Companhia das Letras, 1994. 3ª ed. [Palomar, 1983] Tradução. Ivo Barroso.

GALVÃO FILHO, T. A. A Tecnologia Assistiva: de que se trata? In: MACHADO, G. J. C.; SOBRAL, M. N. (Orgs.). Conexões: educação, comunicação, inclusão e interculturalidade. 1 ed. Porto Alegre: Redes Editora, p. 207-235, 2009.

RADABAUGH, M. P. Study on the Financing of Assistive Technology Devices of Services for Individuals with Disabilities – A report to the president and the congress of the United State, National Council on Disability, Março 1993

U.S. Assistive Technology Act of 2004. Public Law 108-364 25/10/2004.

Leandro Rodrigues

Professor nos cursos do Instituto Itard, especializado em Educação, Diversidade e Inclusão Social, com foco em Tecnologias Assistivas e Comunicação Alternativa. A equipe do Instituto Itard é formada por professores, tutores e consultores especializados em educação especial e educação inclusiva.



One thought on “Tecnologia Assistiva: o que é e como usar na escola sem saber informática

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